domingo, 13 de dezembro de 2015

Evolução da apresentação de música ao público




Ao longo dos anos, houve uma grande evolução da maneira como a música é apresentada ao público em discotecas, bares etc. Esse avanço deu-se, devido ao desenvolvimento e aperfeiçoamento tecnológico no contexto da música eletrónica e nos equipamentos de som.
Nos dias que decorrem a partir de procedimentos relativamente simples e baratos, como um computador equipado, com uma boa placa de áudio e softwares são capazes de substituir quase todos os equipamentos de um estúdio.



GRAMOFONE
Disco Jóquei (Dj) foi e é utilizado para descrever a figura do locutor de rádio que introduzia e tocava discos 1º no gramofone:
É uma invenção do alemão Emil Berliner de 1888, que servia para reproduzir som gravado, utilizando um disco plano, giratório coberto com cera, goma laca, vinil, cobre, entre outros.
São gravadas por uma agulha, as vibrações de um som, que depois é emitido por uma corneta, interligada a uma lâmina (membrana) que sustenta a agulha. Com a emissão do som o ar movimenta-se fazendo com que a lâmina vibre e com que a agulha risque em forma de ondas na superfície do disco que se encontra a girar.

Posteriormente no disco de vinil:


Também conhecido por vinil, ou ainda Long Play (LP). Foi desenvolvido no final da década de 1940.
Possui ranhuras em forma espiral, que conduzem a agulha do gira-discos, desde a borda externa até ao centro no sentido dos ponteiros do relógio. Essas ranhuras são microscópicas e fazem a agulha vibrar. Essa vibração é transformada em sinal elétrico que é posteriormente amplificado e transformado em som audível (música). O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode tornar-se uma falha, a comprometer a qualidade do som.

Este disco regista informações de áudio, que podem ser reproduzidas através de um gira-discos:
Um aparelho eletrónico ou aparelho de som para tocar discos de vinil. É constituído por uma base que acomoda o prato circular, acionado por um motor elétrico, com um pino central onde se deposita ou encaixa o disco. Tem também um braço contendo, na extremidade, uma cápsula fonocaptora e agulha para se fazer a leitura das ranhuras do vinil. Para se ouvir o disco, desde o início, a agulha é colocada na borda externa do
disco. As velocidades de rotação do prato podem ser de 16, 33 e 1/3, 45 ou 78 RPM, dependendo do modelo do gira-discos e do disco que será tocado.


DJs das décadas de 1980 e 1990 sincronizavam a composição "mixada"(misturar algumas músicas) regulando a velocidade do prato em gira-discos que possuíam o botão chamado de pitch (refere-se à forma como o ouvido humano percebe a frequência fundamental dos sons. As baixas frequências são percebidas como sons graves e as mais altas como sons agudos, ou os tons graves e os tons agudos. Tom é a altura de um som na escala geral dos sons.)
O gira-discos mais famoso, nesta época, era o Technics SL-1200 MK-2, que até hoje é vendido e procurado por profissionais e amantes do vinil pela robustez e força do motor.


Mais tarde foi usado o Compact Disc (CD):
É um dos mais populares meios de armazenamento de dados digitais, principalmente de música comercializada.
Foi inventado em 1979, e comercializado a partir de 1982.




Após a popularização do CD, fabricantes como Pioneer, Technics e Numark desenvolveram aparelhos do tipo CD player com recursos próprios para DJ. Conhecidos como CDJs, possuem botões especiais para alteração de pitch, de retorno da faixa, de marcação de ponto e looping.


Atualmente, o Mp3 é a forma mais comum de apresentar música.
O Mp3 (MPEG-1/2 Audio Layer 3) foi um dos primeiros tipos de compressão de áudio com perdas quase impercetíveis ao ouvido humano. O seu bitrate (taxa de bits) é da ordem de kbps (quilobits por segundo), sendo 128 kbps a taxa-padrão, na qual a redução do tamanho do arquivo é de cerca de 90%, ou seja, o tamanho do arquivo passa a ser 1/10 do tamanho original.
A taxa de bits pode chegar a até 320 kbps (cerca de 2,3 MB/min de áudio), gerando a máxima qualidade sonora do formato, na qual a redução do tamanho do arquivo é de cerca de 75%, ou seja, o tamanho do arquivo passa a ser cerca de 1/4 do original.
Mp3 é uma abreviação de MPEG 1 Layer-3. Trata-se de um padrão de arquivos digitais de áudio estabelecido pelo Moving Picture Experts Group (MPEG), grupo de trabalho de especialistas de Tecnologia da Informação vinculado à ISO e à CEI. As camadas referem-se ao esquema de compressão de áudio do MPEG-1.


O DMP-555:
O Mp3 foi tomando conta do mundo, assim a marca Pioneer, produzio este reprodutor multimídia que foi o primeiro a usar os Mp3s e cartão SD, bem como a partir de um CD. Era um prenúncio do que estava por vir de CDJs com Pen Drives.




Na nova era da tecnologia, existem softwares capazes de simular na tela de um computador dois gira-discos e um mixer, com inúmeros recursos iguais ou até superiores aos melhores equipamentos existentes. Alguns podem ser baixados gratuitamente na Internet. Como é o exemplo do “Virtual Dj”.


Beatriz

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

MIDI



O MIDI (Musical Instrument Digital Interface) é um sistema de comunicação digital para uso com instrumentos e equipamentos musicais. Ele foi criado em 1983 por um grupo de fabricantes, e por isso não existe um proprietário exclusivo dessa tecnologia, que é de domínio público e está disponível para qualquer um que queira implementá-la em seus equipamentos ou softwares. Embora as conexões de MIDI utilizem o mesmo cabo que é usado com microfones, nenhum som é transferido de um instrumento para outro via MIDI, mas sim dados digitais com comandos que podem acionar notas e pedais, ajustar controles, e várias outras possibilidades. É possível interconectar instrumentos, equipamentos e computadores usando MIDI, para formar sistemas de grande capacidade em estúdios e também para uso ao vivo. Pode-se afirmar que o MIDI foi responsável por uma enorme revolução na música, pois causou mudanças profundas nos processos de composição, arranjo e execução musical. Com o auxílio dos sequenciadores e instrumentos MIDI, os artistas passaram a ter muito mais capacidade e eficiência para criar e compor. Um compositor, por exemplo, pode criar uma obra completa usando um software e ouvi-la totalmente através de sintetizadores que produzem os sons de cada instrumento do arranjo. Mesmo sendo um compositor erudito, ele pode escrever as partituras do arranjo no computador, usando um software específico para notação musical, e ouvir o trabalho através de um sintetizador que simula os sons dos instrumentos acústicos. Pode imprimir a partitura completa ou extrair as partes de cada instrumentista, sem precisar da ajuda de um copista. O compositor pode criar as partes da música no sequenciador tocando as notas normalmente, em um teclado MIDI, ou então escrevendo cada nota manualmente no software, valendo-se dos recursos gráficos disponíveis para isso (notação convencional em pauta, gráfico de notas no tempo, etc.). Como no processo de sequenciamento MIDI não existe qualquer som gravado, as notas 9 podem ser alteradas ou corrigidas à vontade, assim como também se pode alterar a estrutura da música, cortar trechos, modificar andamento, alterar tonalidade, etc. O formato MIDI permite que se façam vários tipos de edição e modificações no material musical que não podem ser feitas em outros formatos (ex: áudio digital). Com o uso constante e o aprendizado das diversas facilidades que oferece, o seqüenciador acaba se tornando uma ferramenta indispensável ao artista. Um trabalho sequenciado em formato MIDI pode ser armazenado em qualquer mídia digital convencional (disco rígido, CD-ROM, disquete, servidor na Internet, etc.). O padrão de arquivo Standard MIDI File é um formato económico para se transferir informações musicais e até mesmo obras completas. Um arranjo complexo ocupa apenas alguns kilobytes, e pode ser facilmente gravado em disquete ou transferido pela Internet. O material produzido em MIDI e salvo em Standard MIDI File pode ser aberto por outro artista, em outro seqüenciador, para adicionar ou alterar conteúdo. Assim, um arranjo em formato MIDI pode ser transferido rapidamente para qualquer lugar do mundo, possibilitando o intercâmbio de ideias entre pessoas que de outra forma dificilmente poderiam trabalhar juntas. O MIDI também trouxe muitas facilidades para fins didáticos, como, por exemplo, permitir ao aluno registar sua execução num seqüenciador para que se possa avaliar os erros de notas, as imprecisões de tempo, etc. Com um software seqüenciador, o aluno também pode estudar a parte de uma das mãos, enquanto a parte da outra mão é executada pelo software, via MIDI. Muitos pianos digitais possuem seqüenciador interno que permite isso. O aproveitamento da tecnologia do MIDI avança também em outras aplicações. Nos Estados Unidos, há vários anos o formato Standard MIDI File já é aceito como formato de registo para obras musicais, da mesma forma que a partitura impressa. Apesar da tecnologia do MIDI já ter mais de 20 anos, o que é bastante tempo no segmento de informática, é difícil prever sua obsolescência. O protocolo de comunicação continua atendendo perfeitamente às necessidades do mundo musical, uma vez que a especificação original previu expansões, e muitos comandos têm sido adicionados desde então. Com o surgimento de processos mais rápidos para a transferência de dados, como USB, Firewire, rede Ethernet, Internet, etc., o MIDI passou a ser “encapsulado” nessas novas tecnologias, ampliando-se ainda mais a capacidade dos sistemas usados em estúdios e também ao vivo.


Bárbara 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Evolução da reprodução de música



Para começar o tema do post foi alterado, pois era apenas para ter sido escrito os métodos de reprodução de música, porém acabou por ser a evolução da mesma.

Ouvimos música em qualquer lugar e a qualquer hora nos dias de hoje, sem qualquer dificuldade, mas nem sempre foi assim.


No post seguinte iremos apresentar um pouco da evolução dos métodos de reprodução de áudio desde o século XIX até os dias atuais.


O Fonoautógrafo:


O primeiro aparelho de som foi o Fonoautógrafo, inventado em 1857 por Édouard-Leon-Scott de Martinville. A máquina era capaz de gravar o som mas não de reproduzi-lo. O equipamento era constituído de um pavilhão anexo a um diafragma que recolhia vibrações sonoras, transmitidas a uma espécie de caneta que as grava em uma folha de papel, madeira ou vidro revestidos de fuligem e enrolados ao redor de um cilindro rotativo.



O Fonógrafo:

Em 1877, Thomas Edison inventou o fonógrafo, capaz de gravar e reproduzir sons. O princípio de gravação era semelhante ao fonoautógrafo: as vibrações sonoras eram captadas por um bocal acoplado a um diafragma que convertia os sons em impulsos mecânicos. Com esses impulsos uma ponta aguda era pressionada contra um cilindro com sulcos coberto por uma folha de estanho. O cilindro era girado manualmente conforme o operador falava, criando assim um sulco análogo na superfície do estanho. Trocando a ponta aguda por uma agulha e girando o cilindro novamente, o som gravado era reproduzido. 



Disco de goma laca:




Em 1881, foi inventado por Émile Berliner, o primeiro disco de corte lateral, com 10 polegadas de diâmetro e marcas fortes. O disco era fabricado com goma-laca, que dava uma característica rija e ao mesmo tempo extremamente frágil ao formato.
A velocidade e o formato variaram por algum tempo até que por volta da década de 10, Victor Record Company definiu o padrão mais conhecido: 78 rotações por minuto e 25cm de diâmetro (10 polegadas).
Esses discos foram usados em vários aparelhos de reprodução ao longo das décadas, tais como o grafofone, o gramofone, a victrola e, posteriormente, o toca-discos elétrico. 

O Disco Vinil:


Em 1948, a companhia Columbia introduziu o disco de longa duração (LP), com a capacidade de 23 minutos de gravação em cada lado do disco, feito de vinil substituindo a goma-laca que era usada até então. Com a utilização do novo material os discos ficaram mais leves e resistentes a choques e quedas.



A Fita Cassete:


A fita magnética foi inventada em 1928 por Fritz Pfleumer e sua primeira aplicação foi a gravação de áudio. O uso dessa fita para a reprodução de áudio só foi devidamente popularizado com a fita cassete, que surgiu em 1963 com a empresa Philips.
A fita cassete era constituída por dois carretéis de fita magnética e o mecanismo de enrolamento da mesma, facilitando o manuseio e possibilitando que a fita pudesse ser retirada em qualquer ponto da reprodução ou gravação sem a necessidade de ser rebobinada.
Durante os anos 80, a fita cassete foi muito popular, principalmente devido a invenção do walkman pela Sony.




Compact Disc (CD):


Com o CD começa a era da gravação e reprodução de musica digital. Inventado em 1979 pelas empresas Philips e Sony e comercializado a partir de 1982, os CD's prometeram maior durabilidade e clareza sonora. 
O CD é um disco de 1,2mm de espessura e 12cm de diâmetro, é composto por quatro camadas: camada adesiva (rótulo), camada de acrílico (contem os dados propriamente ditos), camada reflexiva (composta de alumínio, usada para leitura dos dados) e camada plástica (feita de policarbonato, para proteção).
Na camada de acrílico existem vários orifícios micrométricos que correspondem aos dados. Sua leitura é feita por um feixe de laser que reflete sobre a superfície espelhada e é detetado por um sensor, exceto onde há saliências, onde o feixe de luz dissipa e portanto não é detetado. O leitor interpreta as partes lisas como 0, e as saliências como 1, os dois estados possíveis da codificação binária. A velocidade de rotação é diferente a medida que o sensor se desloca do meio do CD à borda, para que a leitura permaneça constante.



MP3: 

Em 1989 o instituto alemão “Fraunhofer Institut Integrierte Schaltungen” recebeu a patente alemã para o Mp3, MPEG Layer 3, um dos primeiros tipos de compressão de áudio. A sua taxa de compressão, medida em kbps, chega a reduzir o arquivo a cerca de 90% do tamanho original.
O método consiste em retirar da faixa de áudio, todos os sons que normalmente o ouvido humano não consegue perceber.
Os primeiros players portáteis de MP3 surgiram em 1998, utilizando memória flash. A partir de então o mercado de aparelhos sonoros foi revolucionado, sendo possível a criação de dispositivos cada vez menores e permitindo a reprodução de músicas sem a necessidade de um aparelho específico, como em telemóvel.



Beatriz

Evolução do piano



De entre os instrumentos acústicos, certamente é no piano onde o uso da tecnologia é mais marcante. Sua evolução, a partir do cravo, teve como objetivo principal oferecer a expressividade dinâmica tão desejada pelos instrumentistas. Por volta do ano 1700, o italiano Bartolomeo Cristofori desenvolveu um mecanismo em que as cordas eram percutidas por martelos, e não pinçadas como no cravo. Essa solução engenhosa possibilitou ao músico não só fazer contrastes súbitos de dinâmica (piano e forte), mas também controlar as múltiplas nuances intermediárias de intensidade (crescendo e diminuendo) e permitir ainda a execução em legato e staccato. O piano original de Cristofori evoluiu bastante nas décadas que se seguiram, com o aumento da extensão do teclado, a incorporação de pedais, o aprimoramento da acústica e o uso de peças metálicas para aumentar a resistência da estrutura. Sempre aproveitando-se do desenvolvimento tecnológico. No final do século XIX, o piano já tinha alcançado a maturidade como instrumento, e os fabricantes incorporaram apenas aperfeiçoamentos, sobretudo com uso de novos materiais que pudessem dar mais durabilidade e redução de custo. A importância do piano na evolução da arte musical é inquestionável, e as novas perspetivas sonoras que se abriram graças à capacidade desse instrumento propiciaram, sem dúvida, uma nova era para a música.


Bárbara

Evolução dos instrumentos musicais- O teclado eletrónico

Quando falamos em tecnologia aplicada a instrumentos musicais, geralmente a primeira imagem que nos vem à mente é a de um teclado eletrónico, cheio de botões e luzes. Mas, na verdade, esta é só a etapa moderna do desenvolvimento tecnológico dos instrumentos. Desde a lira, utilizada pelos gregos, muitos outros tipos de instrumentos foram criados e aperfeiçoados, sempre com o objetivo de obter sonoridades diferentes, expressividade, funcionalidade e, obviamente, durabilidade. Os artesãos que se dedicam à construção de instrumentos acústicos precisam de conhecer detalhes das características dos materiais que empregam e como eles se comportam, e esse conhecimento é o resultado de muitos anos de pesquisa, tentativas e erros. 




Bárbara

Atrasos

Antes de mais, peço desculpa pelo atraso nas publicações, mas as tecnologias também falham, A verdade, é que já tinha feito publicações nas semanas devidas mas estas não ficaram salvas. Por isso, deixarei aqui as publicações das semanas anteriores.

Bárbara

domingo, 8 de novembro de 2015

Sistemas Computacionais em funcionamento



Numa parte mais teórica, explicamos agora como se aplica os sistemas computacionais na música.

O sistema computacional funciona então da seguinte maneira:

  O sistema computacional é constituído por:

  -> aplicação de usuário
  -> sistema operacional
  -> assembler
  -> hardware


                    Hardware                                                         Instruções
Estrutura física de todo o sistema, a escolha           -> somar dois números
implicará na capacidade do processamento.            ->  transferir os dados da CPU                                                                                                      para uma porta


                                                                  Notas
                                                          Dó, Ré, Mi, etc